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Oficina de criatividade científica: tornando-se um caçador


  • Oficina de Criatividade Científica: tornando-se um caçador

Após quinhentos anos de convivência com as formas de pensamento do senso comum, os conceitos científicos adentraram na vida cotidiana e já fazem parte do nosso repertório cultural. Foram se estabelecendo através do ensino sistematizado das letras, artes, técnicas e ciências, do nível fundamental à pós-graduação.

Embora a universidade seja seu espaço privilegiado, a aplicação do conhecimento científico não se encontra mais restrita à comunidade dos cientistas, estendendo-se à totalidade das atividades sociais, do nível individual ao coletivo. Cada vez mais pessoas, em todos os setores da produção social, necessitam conhecer e usar os recursos através das quais a ciência perscruta e representa o mundo em que vivemos.

É nesse sentido que proponho a Oficina de Criatividade Científica. Nela, o conhecimento científico é apresentado como fonte de criatividade e inovação em todos os níveis da produção social, como um tesouro escondido à espera de ser descoberto e compartilhado. E, a partir da metáfora de Rubem Alves sobre caçadores do invisível, a metodologia científica é vista como valioso repertório de roteiros a serem seguidos por cientistas/caçadores, em função do propósito de sua caçada/pesquisa. Nesse contexto, Ginzburg (1989, p.151) nos oferece a abordagem do ‘paradigma indiciário’, a metodologia do caçador.

O caçador teria sido o primeiro a “narrar uma história” porque era o único capaz de ler, nas pistas mudas (se não imperceptíveis) deixadas pela presa, uma série coerente de eventos. “Decifrar ou ‘ler’ as pistas dos animais são metáforas. Sentimo-nos tentados a tomá-las ao pé da letra, como a condensação verbal de um processo histórico que levou, num espaço de tempo talvez longuíssimo, à invenção da escrita.” (GINZBURG, 1989, p.152)

Este trabalho foi criado como “oficina de metodologia científica” em 1999, sendo realizado, no mesmo ano, no Mestrado em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba, no Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e no Mestrado Interinstitucional do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - Convênio CNPq/IBICT - UFRJ/ECO com a Universidade Federal do Pará. Tornou-se Oficina de Criatividade Científica em 2000, quando foi realizada mediante parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (CNPq/IBICT - UFRJ/ECO), a Associação Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (Ancib) e o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Desde 2009 a Oficina de Criatividade Científica é um projeto de extensão com apoio do Probex/PRAC/UFPB, com o propósito de apoiar os candidatos ao concurso de seleção do Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFPB. Em 2012, a Oficina foi realizada no âmbito da disciplina Seminários Especiais, do Mestrado Profissional Gestão em Organizações Aprendentes da UFPB, inclusive na modalidade EAD com apoio da UFPB Virtual.

O objetivo da Oficina tem sido propiciar aos participantes a oportunidade de buscar informações relevantes para seus projetos de pesquisa, nas áreas de seus interesses, na modalidade presencial incluindo atividades mediante listas virtuais de discussão.

Oferecemos, agora, a Oficina de Criatividade Científica na modalidade virtual, mediante tutorial que disponibiliza conteúdo teórico e exercícios metodológicos com o propósito de resgatar, nos participantes, a herança dos caçadores primordiais da espécie humana. De modo que possam desenhar o mapa da mina no território da ciência

Agora, pé no caminho!

Isa Freire
Criadora da Oficina de Criatividade Científica

PS. Se alguém quiser contar sua história de caçador/pesquisador, por favor entre em contato: http://lti.pro.br/lti/?Fale_Conosco.



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